Viajar muito é diferente de ser rico ou metido

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Há muito tempo atrás li esse texto no AnsiaMente, e nos últimos dias, lendo o livro “Um Lugar na Janela” da Martha Medeiros e conversando com uma amiga esse texto me veio a mente. É incrível como adquirimos uma cultura de que viajar é coisa de gente rica, que precisa de luxo, que falar sobre as coisas que conhecemos é ser metido.

Não vejo dessa forma. De maneira nenhuma viajar é coisa para gente rica, e eu, pessoalmente, amo ouvir histórias das viagens dos amigos, e de desconhecidos também. A oportunidade de compartilhar da experiência de outras pessoas é um privilégio. Precisamos entender que ter prioridades diferentes não torna o outro arrogante, apenas diferente. Por isso, resolvi deixar aqui o texto da Carmem Guerreiro:

A arrogância segundo os medíocres

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.

“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.

Estação de trem de Barcelona / Foto de: Kristian Risager Larsen

Estação de trem de Barcelona / Foto de: Kristian Risager Larsen

Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.

Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).

Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.

Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.

Foto de Jon Rawlinson

Foto de Jon Rawlinson

Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.

Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!

Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.

Foto de Peter Adones

Foto de Peter Adones

O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:

1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.

2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.

3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))

4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.

Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

 

 

Nádia Apocalypse

Já dizia minha tia que eu nasci com rodinha nos pés. Desde pequena uma mochila bastava para que os sonhos de desbravar o mundo começassem. Ainda estou longe disso, mas sou do tipo curiosa e sonhadora, então quero compartilhar um pouco do que já vivi por ai no mundo, muitos dos meus sonhos, e dicas preciosas do que está rolando por aí e pode deixar o final de semana bem mais interessante!

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40 Comments

  • Tem razão. A maioria das pessoas é superficial. Eu tb encontro dificuldades para uma boa conversa. Ninguém está interessado em ser culto e inteligente. O barato é ter músculo, bundão e falar da vida dos outros.

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    • É Angelica. Isto nos leva ao eu profundo e os outros eus. Cada vez que saio e escuto M decido ficar 3 dias em casa, no minimo. Quem dera tivesse de novoum cartao de credito platinum rsrsrss.

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  • Ah, que bom desabafar, né? Eu tenho certeza que quando comecei a blogar sobre viagens teve gente que pensou que era para me expor e exibir. Hoje vejo que os que mais curtem o que escrevo são pessoas de fora do meu ciclo social. Afinal, elas não precisam revirar os olhos, como você disse, pois nem me conhecem. E engraçado, né, porque quem nos conhece é que deveria entender, pois sabe das escolhas que fazemos. Enfim, sejamos felizes com nossas escolhas e tenhamos paciência com quem não as compreende.
    Abraços, foi bom ler algo que eu também teria escrito!

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  • Passo por algo parecido… Muito legal o texto. Bjs

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  • Keli Cristina de Lima Pinheiro

    Fui lendo seu texto e parecia que estava falando de mim a uma amiga, trabalho em uma empresa aérea, logo facilitou as viagens internacionais, a troca do carro zero por conhecer a cultura dos que vieram antes de nós, experimentar vinho
    bom ao invés de torrar tudo na balada…
    E vamos nós nos encontrarmos nos cantos deste mundão de Deus, pois acredite já encontrei um colega que conheci no México em plena praça São Pedro em Roma…
    um beijo

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  • Muito interessante sua perspectiva sobre o que é melhor pra você. Bom é quando nos encontramos, optamos por nossas interferências e não escolher ir ao festival sertanejo porque muitos colegas estarão lá, ir ao Carnaval de Salvador pois, por incrível que pareça, no Brasil essas escolhas são as ‘politicamente corretas’. Quando deixamos o ciclo social pra olharmos envolta dos nossos interesses, por vezes escondidos atras de receios, preconceitos, ou achamos distantes demais; talvez somente nossos melhores amigos (aqueles mais íntimos com quem compartilhamos nossos projetos) entenderão nossa “maluquice” de optar por escolhas não tão convencionais ou que seja praticado pelos “ricos”.

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  • Wilson Peter

    Concordo, nossa sociedade não têm cultura, tampouco o hábito de se comprar um livro ou estudar, aqui tudo é na base do comprar e do consumo, especialmente celulares e carros, já visitei 31 países e não troco minhas viagens por outros produtos, além disso nunca vi um país com tanto apelo à vaidade como o Brasil, basta observar as redes sociais, pseudo atrizes e modelos são o que não faltam

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  • Voce precisa torcar o grupo dos ‘amigos’que não se conta nos dedos… e definitivamente a gente tem que se conhecer. Porque eu fui lendo seu texto eparecia que você estavalendo a minha mente. Quem sabe numa viagem dessas pelo mundo a gente nào se encontra.

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  • Aline Codognotto

    Meu Deus, vc resumiu o que eu vivo TODOS OS DIAS em um texto, como pode?! Genial e muito bem escrito! Parabéns!

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  • Me identifiquei totalmente. Não está sozinha neste mundo.rs

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  • Fernanda Anibal

    Entendo muito isso. E foi muito divertido o seu post. A vida que cada um tem, simplesmente é fruto de suas escolhas. “Bora” carimbar o passaporte…

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  • Oie, me fala onde que eu compro queijo brie por 10 reais?
    Bjos e Obrigada

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  • Sensacional!
    É foda ter que reprimir o que gostamos porque os outros não entendem! Gente que eu gostava já veio fala comigo como se fosse um “toque” dizendo: – “Você falando de suas viagens parece que quer ser mais que os outros, não que eu ache, só estou dando um toque”. Faça-me o favor!

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  • O site é legal, mas essa tarja que impede a leitura enquanto não se compartilha é um horror.

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    • Rafael Apocalypse

      Olá Soraya,

      você tem toda a razão, essa tarja é horrorosa. Em breve teremos algo melhor e que não atrapalhe a leitura. Enquanto isso, desculpe-nos ;)

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  • eu sabia que nao precisaria escrever um artigo como este que vc escreveu. sabia que em algum lugar tinha uma desvairada como eu que o faria. to levando. obrigado!!!!!

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  • Pedro Almeida

    Querida, o seu texto retrata exatamente meu exemplo de vida, sou um desbravador nato, fui a Europa sozinho apenas com meu “verb To Be” e, como o pessoal fala aqui no Maranhão, soube me virar legal. Exatamente isso que as pessoas falam e eu sei porque sinto quando gosto de dar exemplos das viagens, as prioridades, como vc retratou, refere exatamente o meu modo de pensar, pois cada um tem objetivos, sonhos e etc, logo todos tem em mente o que acha mais importante, minha prioridade é viajar e conhecer lugares inusitados, aqui em minha cidade tem muitas pessoas que preferem ter um carro zero e na geladeira só ter gelo, as vezes ter uma casa boa e colocar seu filho em uma escola pública, não que todas as escolas públicas sejam ruins, mas minha realidade aqui no Maranhão é outra, e realmente as escolas pública são precárias, por ai vai. Adoro viajar e pretendo conhecer a Ásia em no máximo dois anos, de preferencia o Japão, sou professor de Karate e lá é meu sonho de consumo. :) hj conheço Venezuela, Guiana Inglesa, Chile, Portugal, Espanha e França, quero mais. grande abraço

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  • Excelente texto …exatamente como me sinto e exatamente o que acontece comigo…as pessoas não entendem é que existem escolhas…. e eu faço as minhas!!

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  • Muito bom! Já ouvi muita coisa também, e o detalhe é que viajo de moto com a minha esposa! Mas por vezes fui taxado de playboy, mas não tenho carro, não frequento baladas, bares etc.

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  • Olá Nádia!!!! Ótimo texto, compartilhei na página do face do meu blog!
    https://www.facebook.com/blog.navibetrips?ref=hl
    Um grande abraço

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  • Maria Isabel

    Viajar é sensacional pois apenas com a “passagem” você tem lembranças/experiências que serão suas pro resto da vida, não é preciso adiquirir nada material durante o trajeto e ficamos preenchidos de lembranças.

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  • puxa, Nádia, podia ser sua alma gêmea. ADORO viajar. É a melhor coisa, ou pelo menos a mais prazeirosa, que posso fazer para aprender e crescer. Custo a juntar dinheiro, mas nunca tenho pena de gastá-lo passeando pelo mundo. E também já senti a inveja dos outros porque conheço outros países.

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  • Vini de Castro

    Primeira visita ao blog, gostei muito … ja peco desculpas pela gramatica nao muito correta, eu ja sou ruim na materia e essa porra de teclado Croata nao ajuda.

    Entendo perfeitamente o seu sentimento mas alguns bons anos passados eu fazia parte do time que julgava as pessoas e por isso concordo 50% com voce.

    Muitas vezes (nem sempre) as pessoas encontram “viajantes” arrogantes, onde alguns deles sao “ricos esnobes”, e apos essa experiencia comecam a generalizar, achando que todos nos viajamos por status e nao por uma simples necessidade.

    Queria que existisse um modo de todas que seu post conseguisse ser expresso em uma frase, assim poderiamos dar essa “aula” sobre diferenca de prioridades na mesa de bar/almoco familiar/whatever.

    (Parabens, ganhou mais um leitor “fiel).

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  • Northon Torga

    Pessoas que pensam como eu, estou surpreso. Como é difícil achar pessoas assim!

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  • Nadia, poucas vezes vi um texto que falasse tão claramente sobre essa diferença gritante entre o viajar e o tirar férias. Porque, veja bem, na essência é somente isso: enquanto alguns trabalham um ano inteiro se enchendo de pequenas coisas vazias ou de pouco valor (independente do preço, visto que são bastante diferentes entre si) para passar 15 dos 30 dias de férias na praia, outras pessoas simplesmente escolheram viajar de verdade, ainda que isso custe economizar uma vida toda.
    Vendi meu carro depois da minha primeira viagem ao exterior, pois foi quando descobri realmente que queria fazer muito mais do que apenas tirar férias. Queria fazer viagens que fossem incríveis e inesquecíveis, conhecer o mundo e novas culturas.

    Enquanto alguns ostentam os carros, eu ando de ônibus de cabeça erguida pensando “não se preocupem, meu destino não é só a casa ou o trabalho, minha próxima parada está impressa em um cartão de embarque aéreo”, com a consciência tranquila de que não vou ficar o ano inteiro esperando as férias chegaram para fazer o mesmo de sempre.

    Belíssimo texto, parabéns!

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  • Polliana Dias

    Compartilho da mesma opinião!!! Você me representa! rsrs

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  • Poxa, muito bom seu texto, bem escrito e é exatamente o que penso. Adorei. Parabéns.

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  • Adorei seus comentários. Pior que muitas vezes a própria família reage assim.

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  • Nossa… Esse texto expressa mesmo tudo o que sinto….muito interessante essa reflexao.
    Meus interesses nunca foram os mesmos da minha roda de amigos e ate parentes. Ate que um dia fizemos uma viagem juntos. Tudo mudou….viajar transforma! Enriquece a alma. Essa riqueza sim, vms levar .
    Adorei e ja compartilhei sua bela msg.
    Sucesso na vida com muitassss e muitassss viagens!
    Felicidades,
    Veronica

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  • Vivo isso na minha família com tios e primos. Quando comecei a pensar diferente e a ter um estilo de vida diferente deles, deixei de ser uma pessoa legal e passei a ser arrogante. Quando decidi morar fora por um tempo, alguns sequer se despediram ou desejaram boa sorte. Era uma ofensa.
    Recentemente adotei a fotografia como hobby e tenho feito muitas fotos das viagens, mas não compartilho nenhuma. Se eu compartilhar fotos ou fizer check-in em algum lugar eu sou metida. Se eu falar de alguma viagem ou experiência, tô querendo “me achar”.
    Se as pessoas vão à minha casa ou casa dos meus pais tenho que servir coisas “simples”. Se eu fizer algo diferente ou mais caro, sou metida.
    Tenho que me policiar até quando converso com o meu marido. Se entre nós soltarmos alguma expressão em inglês e alguém escutar, nós somos chatos e não valorizamos o nosso idioma.
    Apesar dos laços de sangue e boas lembranças de infância, tenho visto estas pessoas cada vez menos e tenho valorizado mais meus pais, irmãos e amigos pra contar nos dedos. E é um prazer enorme trocar experiências de viagense dicas de restaurantes com eles.

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  • Vanessa Cristina

    Nossa! Que texto! Preciso repassar aos amigos. Parabéns!

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  • Super me identifiquei, o pior é que a pessoa que acha tudo isso de mim é a minha …, não entendo o porque e nunca entendi,
    só sei que tudo em mim a incomoda, pois desde de adolescente, dela, só ouvi adjetivos depreciativos em relação a minha pessoa(alienada, soberba, intransigente e por ai vai..),ainda bem que aos 13 anos tiver o prazer de morar com minha Ávo e puder ter um pouco de amor . Hoje sou Casada e construí uma família maravilhosa graças a Deus. Adoro viajar, e a verdade é que tudo qualquer coisa que eu fale a deixa incomodada, como pode uma pessoa tão próxima não ficar feliz por sua… está bem.
    o conceito de humildade e simplicidade para ela é a pessoa esta desprovida de toda e qualquer vaidade…

    Só me resta seguir em frente e continuar sendo feliz com meu marido e filhos

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  • texto excelente!

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  • Texto muito bacana, mas q restringe-se só a população q de fato é “de boa” x(versus) quem é anti-coxinha hipócrita. Pq há (infelizmente) sim os arrogantes q amam ostentar, há os q viajam muito tb pq são podres de ricos (e nem sabem onde é a “25”) e há tb aqueles q não trocam o vinho pelo abadá, mas sim pelo pagamento da conta de energia para não ficar sem luz. (jovens independentes q contaram cedo o cordão umbilical com os pais, q qdo tiverem dinheiro para viajar ou curtir o axé, já estarão casados e agora investem nas crianças). Brasis!!! De qquer forma, o seu desabafo abarca um grande número de pessoas!!! Adorei o texto!

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  • Achei o texto muito legal, é exatamente assim que eu me sinto em todas as conversar onde conto um pouco sobre minhas viagens.

    Aproveito para dar uma dica também, esta barra de compartilhamento atrapalha bastante a leitura, seria legal pensar em uma outra posição para ela.

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  • Caramba!! Esse texto é perfeito e encaixa direitinho em muitas situações que eu vivencio.
    Qdo falo que vi tal coisa em um país, ou é assim que se fala em certa lingua eu vejo viradinha de olhos e aquele “ah..” bem de desprezo, ou pouco caso, sei lá!
    Nao acho frescura nem falta de humildade. É só a vontade de dividir com os outros momentos felizes que passamos!
    Ninguem sabe que aprendi italiano sozinha em 8 meses para nao fazer feio na Italia e nem que o dono do hotel na Suíça elogiou o alemão do meu filho, perguntando de que parte do país ele era e eu quase morri de orgulho!!!
    Isso tudo eu guardo para mim, no meu coração , nas minha memórias e só.
    Que pena que existam pessoas assim, mas enfim, vou continuar viajando, estudando, aprendendo, porque é tudo de bom!!!
    Bjs

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  • Nossa, o seu texto relata exatamente o que tenho vivido. Falar das minhas viagens soa como uma ofensa ao meu grupo de amigos. E, os de fora do meu circulo simplesmente, aparentemente, gostam de escutar. Quer saber?… A vivência é algo impossível de ser transmitidas para o outro. Então, faço das minhas experiência um deleite egoísta ; sei o que vivi, os lugares que conheci e, isso ninguém irá disfrutar como eu.

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  • Realmente, concordo plenamente. Na minha sala da Faculdade, tinha um menino que me odiava simplesmente, só porque falo Inglês! Ele ficava falando que eu me achava, que eu era arrogante e eu nunca me portei dessa maneira, muito pelo contrário me comporto naturalmente como qualquer outra pessoa e inclusive ofereci aulas gratuitas pra ele, as o mesmo não teve interesse! Se eu fosse arrogante jamais me ofereceria pra ensiná-lo! Eu não acho que falar outra língua me torne melhor ou pior que ninguém. Não me acho superior a ninguém, agora se ele dissesse que tenho personalidade forte e sou uma pessoa de opinião, concordaria plenamente.
    E eu penso da mesma forma! O menino da minha sala na Faculdade tem uma vida melhor que a minha e poderia pagar o curso que quisesse! Cada um é bom numa coisa ou gosta de uma coisa, ele é um programador espetacular! Ninguém tem de saber as mesmas coisas que o outro e ou gostar das mesmas coisas, basta respeitar um ao outro! É tão simples! As pessoas tem um complexo de “vira-lata” e culpam os outros por não fazerem nada por elas mesmas, e acabam tentando menosprezar ou hostilizar quem não se enquadra nas convenções deles.

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  • Que bom que nao estamos sós!! Nosso objetivo eh conhecer pelo menos um país emcada continente! Agora faltam só Africa e Asia! E nao trocaria nenhum das viagens por um carro novo, ou baladas. Continuamos juntando para as proximas! Nem no nosso casamento teve festa kkk a prioridade sempre foi viajar! Comprar livros! Comer coisas gostosas e bebidas de qualidade: cerveja que nao tenha milho na composicao, vinho gostoso. Sao nossos valores. Claro q sempre tem os “chatos” torcendo nariz, fazendo cara de tedio pra nossos relatos de viagem. O negocio é ser seletivo tambem com os amigos!

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